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terça-feira, 5 de maio de 2009

Romeu e Julieta (em prosa e versos) - Ato IV: "A resolução de Capuleto-parte 2"


Os senhores da casa subiram ao quarto e Bettina percebe que pela fresta rasteira da porta do quarto da filha, a luz da lamparina ainda estava acesa.
— Parece que nossa filha ainda não dormiu... Acho que poderia falar com ela agora...
— Bem, se preferir assim... Isso compete a vós comunicar-lhe nossa decisão, minha senhora.
Julieta não conseguia dormir. Na sacada, ainda a chorar, lembrava-se de seus últimos momentos com Romeu. A dor aguda da despedida ainda rasgava-lhe a alma. A ama tentava consolá-la quando a mãe de Julieta bate à porta. A ama atende.
— Onde está Julieta? Já dormiu?
— Ainda não, senhora. A morte do primo a abalou muito...
— Mãe?! — fala Julieta surpresa ao ouvir-lha a voz.
— Pensei que já houvesse se recolhido, como estás Julieta?
— Senhora, não estou boa.
A mãe percebe-lhe os olhos úmidos e delicadamente, com a ponta dos dedos, ergue o rosto da filha.
— Ah, minha pequena Julieta... Reanima-te!
— Não posso evitar.
— Vim para trazer-vos notícias mais alegres.
—Que sejam bem-vindas! Pois vieram em boa hora! Vem a tempo a alegria em tal tristeza!
— Bem... escuta com atenção... Tens um pai zeloso, que para livrar-te desta tristeza cogitou um dia de alegria como nem tu esperavas, nem eu própria poderia pensar!
— E que dia é esse?
A senhora Capuleto senta com a filha na cama.
— Filha, vê só? Na quinta-feira próxima, na Igreja de São Pedro, o Conde Páris, valente moço e nobre gentil-homem; para sua ventura, alegre noiva te fará finalmente!
Julieta arregala os olhos assustada e entra em choque; a ama levanta-se da sua cama, ao ver a jovem transtornada.
— O- Oquê?! — gagueja a moça ainda não acreditando.
Rapidamente ela puxa as mãos das mãos de sua mãe e levanta-se.
— S-Sem me consultarem?! — fala ela revoltada. — PRO INFERNO VOCÊS TODOS!!! Por esta Igreja de São Pedro e por PEDRO também! De mim não fará ele uma noiva alegre!!!— Ai, Deus! — exclama a ama. — Julieta, calma...
— Como é?! Recusa-se a desposá-lo? — espanta-se Bettina.
— Dizei senhora, ao meu pai, que não quero casar; é muito cedo e quando o fizer, prefiro escolher a Romeu, a quem odeio como bem sabeis, do que o tal Conde Páris — desafia ela petulante.
— Como te atreves a preferir um assassino, como este renegado para esposo, do que o bom Conde Páris?! — exalta-se a mãe.
— Senhora, calma! — falava a ama tentando contornar a situação. — Julieta não sabe o que diz, a morte do primo a perturbou muito!
— Sim, só pode ser isso! A morte de Teobaldo afetou-a em demasia! Vais à Igreja na quinta e te casarás com o moço!— NUNCA!!! PREFIRO A MORTE!!!! — desafia Julieta.
O senhor Capuleto já estava deitado, mas ao ouvir as vozes alteradas, foi até o quarto da filha.
— O que há agora? Que gritos são esses?— Eis vosso pai. Dizei a ele o que me disseste há pouco e vede as conseqüências! — falava Bettina às lágrimas.
— Mas o que foi? — pergunta o pai surpreso. — Por que te achas a chorar, agora? Então, mulher: falaste a ela sobre a proposta?
— Sim, conversamos. Ela porém, com isso não concorda. Essa tola devia casar-se com seu túmulo!
— Calma mulher! Que destempério é esse? Como assim não quer casar?!
O pai olhou-a com severidade, o que fez Julieta encolher-se na cama e estremecer. Este olhar do pai era o que ela mais temia. Mesmo assim, Julieta ainda tentou argumentar...
— Senhor, meu pai, muito vos agradeço mas, casar agora, não está em meus intentos.
— Agradece e não quer casar?! Não se sente orgulhosa? Não se julga feliz, mostrando-se como és, indigna, por lhe termos obtido um noivo desses, tão digno gentil-homem?
— Orgulhosa não estou, porém, vos sou agradecida. Não posso ter orgulho por casar-me com um homem que odeio.
— QUÊ?! Odeias Páris? Que quer dizer tudo isso? Ouça bem, rapariguinha à toa! Querendo ou não, tratai de aprontar vossas juntinhas galantes para, quinta-feira próxima, à Igreja de São Pedro ires com Páris. Caso contrário, para lá te levo numa carroça e amarrada, e se mesmo assim relutares, FORA CARNIÇA DOENTE!!! Pois minha filha jamais sereis!— Ora essa! Estás maluco?! — assusta-se Bettina.
— Oh, não!!! — grita Julieta desesperada, atirando-se aos pés do pai. — Bondoso pai, de joelhos vos suplico, ouça-me paciente, uma palavrinha...— Vai te enforcar, TIPO DESOBEDIENTE!!! — insulta-lhe o velho Capuleto. — Já te mostro!!!O pai pegou-a violentamente pelo braço, deu-lhe um tapa na face e lançou-a ao chão.
— Vai quinta-feira à igreja, ou não me encares nunca mais!
— Senhor, por favor meu senhor! Tenha piedade... — fala Filippa acudindo a menina e coloca-se entre eles.
— SAI DA FRENTE, VELHA MEXERIQUEIRA!!!— NÃO SAIO! TERÁS QUE BATER EM MIM PRIMEIRO, POIS DAQUI NÃO ARREDO UM PASSO!
continua...

Romeu e Julieta (em prosa e versos) - Ato IV: "A resolução de Capuleto-parte 1"

foto: dor e solidão
Julieta, sentada no chão frio da sacada, continuava a chorar.
— Já foste, meu senhor! Amor! Amigo de minha alma! Só o Rei dos céus sabe quando o verei novamente...
— Julieta... — a ama chega para consolá-la.
— Oh, ama querida! Como dói! Parece que arrancaram uma parte de mim...
— Eu sei, ovelhinha... eu sei... mas guardai a esperança em vosso coração. Romeu em breve poderá voltar para levá-la consigo.
— Um minuto encerra muitos dias, fazendo as contas assim, ficarei velha antes de ver o meu Romeu — comenta pesarosa.
— Oh, filha! Mas que exagero!!! Claro que não! — a ama não conteve o riso.
— Por Deus! Ainda não estão prontas?! — entra a mãe de Julieta de repente, assustando-as. — O cortejo fúnebre sairá em meia-hora...
— Minha senhora!!!! Oh, mil desculpas! É que eu estava a consolar a pobrezinha pela perda do primo! Está inconsolável, coitada! — disfarça a ama.
— Ainda a chorar te achas pelo teu primo? — fala a mãe dela amargurada e fazendo um esforço para controlar o choro. — Acaso queres, com lágrimas, tirá-lo do sepulcro?!
— Por que não posso chorar tão grande perda, minha mãe? — argumenta a filha.
— Porque muito choro indica pouco espírito e deverias chorar, não pela perda, mas porque continua vivo o miserável que ceifou-lhe a vida! Esse vilão Romeu...
“Vilão e ele estejam separados por milhares de léguas... — pensa a menina. — Que seja por Deus perdoado, como por mim já o foi...”
— Deixa estar... — fala a mãe em tom ameaçador; os olhos luzentes de ódio. — Ainda haveremos de vingá-lo, por isso, não te aflijas. À Mântua, lugar onde se encontra o renegado... — continuou ela, como se ignorasse a presença das duas e falasse consigo mesma. — Mandarei quem lhe dê uma bebida tão fora do comum, que ele logo fará companhia a Teobaldo.
Julieta e a ama ficam pálidas.
— Muito que bem! Aprontem-se logo para seguirmos com o enterro — fala Bettina tornando a si e sai.
— Oh, Deus! Minha mãe quer matá-lo!
— Calma Julieta. Palavras de uma mente perturbada pelo luto, não leve em consideração...
— Mas se ela de fato o fizer?!
— Não fará! Mas se suspeitarmos de algo, é só escreveres a Romeu em Mântua, recomendando-o a não aceitar nada de estranhos. Acalma-te e finja que chora a morte de Teobaldo.
— Hipócrita serei eu, por todos pensarem que choro por meu parente, quando, na verdade, choro por meu esposo ausente.
— Ninguém precisa saber disso! Vamos! Precisamos nos arrumar...
Julieta veste um vestido pesado e negro e junto da ama, dirige-se para o salão principal. O corpo de Teobaldo ainda estava exposto e trajado com suas vestes mais ricas. Bettina, que mostrara-se um poço de fortaleza no quarto da filha, agora chorava pelo morto. Era impossível não chorar com o corpo presente e todos emocionados. Até Julieta chorou.
Páris estava presente e achegou-se para cumprimentá-la e desejar-lhes os pêsames. Julieta agradeceu sem jeito e ficara muda o restante da cerimônia, enquanto Páris não saía de perto dela. Frei Lourenço já estava encomendando o corpo. Um silêncio mortal caíra sobre o recinto, entrecortado ás vezes por soluços e lamentações . Outras vezes, ouvia-se algumas maldições proferidas ao assassino.
Julieta estava sentindo-se sufocada, ouvir tudo que diziam de Romeu e nada poder dizer em defesa dele, muito a incomodava. No fundo, queria que aquilo tudo terminasse para recolher-se ao aconchego do seu quarto e chorar sua saudade.
Por fim, depois de Teobaldo ter sido devidamente sepultado no mausoléu da família, todos regressaram à casa. Páris continuou ao lado deles, principalmente de Julieta. Ele estava cada vez mais apaixonado e como estava para regressar às suas terras, queria voltar acompanhado de uma esposa.
— As coisas, meu bom Páris, tomaram rumo tão infeliz, que tempo não tivemos de advertir nossa filha. Vede bem: dedicava afeição sincera ao primo Teobaldo.
— Sim, percebi por suas constantes lágrimas.
— Bem... só nascemos para morrer. Já é muito tarde e creio que Julieta não mais descerá. Posso afiançar-vos que, se não fosse vossa agradável companhia, há uma hora já estaria me recolhido.
— Este tempo de dor não é propício para a côrte fazermos. Bem, despeço-me. Senhora passai bem e a vossa filha recomendai-me.
— Farei isso mesmo. Saberei cedo o pensamento dela. Hoje está na dor enclausurada.
— Só peço-vos que meditais, senhores, sobre minha proposta e logo me dêem alguma resposta, pois logo estarei de partida para Veneza...
O senhor Capuleto pensou um pouco e olhou para sua esposa e esta, sugestivamente, lançou-lhe um olhar come se dissesse: “Um casamento tão promissor, por que fazê-lo esperar sem dar-lhe logo uma resposta?”
— Senhor Páris, por favor.
— Sim, senhor Capuleto...
— É, bem... já que estás de viagem próxima, atrevo-me a afiançar-vos o amor de minha filha. Ela se deixa dirigir por mim em tudo. Sim! Estou certo disso! Não sairás de Verona sem vossa esposa a acompanhar-vos. Que dia é hoje?
— Segunda, meu senhor — responde-lhe Páris radiante.
— Ah, sim, segunda! Quarta-feira é muito cedo... será na quinta! Amanhã, bem, cedinho, subi ao quarto de Julieta, mulher, e dizei à nossa filha que, na quinta-feira próxima, desposará o nobre Conde. Não faremos muito barulho; uns dois ou três amigos, nada mais, porque tendo sido morto Teobaldo, há pouco tempo, poderemos dar razão às más línguas que pensem não lhe dedicarmos estima. Por isso, reuniremos uma dúzia de amigos. Então? Que dizeis de quinta-feira? Estareis pronto? Aprovai tanta pressa?
— Oh, senhor! Quisera que esta quinta-feira fosse amanhã!
— Então, estamos acertados. Quinta-feira por mim, minha filha vos será dada. Faça-a muito feliz.
— Por minha alma! É claro que sim!

Páris despede-se dos pais de Julieta. Bettina ficou feliz, era o seu maior sonho: casar Julieta com um homem influente e nobre de berço.
— Adeus, senhor Páris.
— Boas noites, senhor Capuleto. Senhora... — ele faz uma reverência respeitosa à futura sogra e sai.
continua...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Bodas chegando

De mudança para iniciar uma nova etapa da minha vida... Por isso estou sem tempo de postar... Mas prometo que assim que regularizar minha situação torno a postar, enquanto isso divirtam-se com os textos que tenho a oferecer para o entretenimento dos leitores.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Romeu e Julieta (em prosa e versos) - Ato IV: O cantar da Cotovia- parte 3

foto: a despedida

Romeu chega acompanhado de Baltazar e antes que pulasse o muro, o criado fez-lhe algumas admoestações.
— Senhor, irei à vossa casa para trazer-vos o cavalo e um manto, para que possas vosso rosto ocultar, quando daqui saíres.
— Obrigado, meu fiel companheiro.
— E prudência, como vos recomendou o frade amigo. Creio não ficares afastado tanto tempo. O príncipe será clemente...— sorri Baltazar confiante.
Romeu dá-lhe uns tapinhas suaves no rosto e sobe.
— Boa sorte, senhor — deseja o criado.
A ama já o aguardava na sacada com as cordas a postos, enquanto a menina torcia as mãos inquietas.
— Será que ele virá?
— Claro, minha filha! Romeu não tardará...
— Meus pais já se recolheram?
— Sim! Eu mesma cuidei disso! Só alguns criados estão preparando o corpo de Teobaldo. Deus ampare as almas cristãs... — fala ela benzendo-se.
Julieta estremece com a lembrança do primo morto. Ela nem teve coragem de ir vê-lo.
— Não foi difícil convencer vossos parentes a deitarem-se cedo, pois amanhã será um dia fastidioso... Oh! Ei-lo! Romeu chegou! — anuncia ela.
Julieta corre à sacada
— Romeu... — fala a ele feliz.
A ama estende as cordas e Romeu sobe rápido. Ambos se abraçam e consolam-se mutuamente e a ama sai do quarto, para deixá-los a sós e esconder-se para vigiar. A qualquer sinal de anormalidade, ela bateria para avisá-los.
— Oh, Julieta! Eu não queria matá-lo... perdoa-me...
— Shhhh! Eu sei, querido, eu sei... Pelo menos estás vivo, embora tenha custado a vida de meu primo. Eu não suportaria sabê-lo morto, seria o fim para mim... Oh, Romeu! Abrace-me e esqueçamos as desventuras deste dia. Vem e que desta noite, só cultivemos alegria...
Eles se beijam e Julieta o conduz ao leito. Passaram juntos a noite, como marido e mulher, e esqueceram-se do mundo e dos dissabores. Por sorte, nada conseguira atrapalhá-los e a fiel ama, permanecia de vigília.
Romeu consolou-a o máximo que pôde e deixou-se também consolar, renovando mais uma vez, os votos de seus amores.
— Irei para Mântua e lá vou preparar um lugar para nós dois. Meu pai não irá deixar-me desamparado e assim que estabilizar-me, voltarei às ocultas para buscar-te — promete ele.
— Oh, meu esposo querido! Que seja feito tão logo como o dizes! Quanto a mim, guardar-me-ei fiel a ti...
Beijam-se outra vez e permaneceram na doce companhia um do outro, até adormecerem, vencidos pelo cansaço.
Baltazar já havia providenciado tudo e quando a madrugada já ia adiantada, postou-se de guarda sob o muro capuleto, para esperar o amo e conduzi-lo em segurança para o exílio.
Quando começava a raiar o dia, Romeu acorda com o cantar da cotovia. Ao sentir que ele se levantava, Julieta também desperta...
— Já vais partir? O dia ainda está longe. Foi apenas um rouxinol... todas as noites ele canta nos galhos da romeira... — fala ainda sonolenta.
— É a cotovia, o arauto da manhã, não foi o rouxinol. As candeias da noite se apagaram e o alegre dia se ergue sobre a ponta dos pés... Ou parto, e vivo, ou morrerei, ficando.
— Não é do sol a claridade, mas da lua que a claridade do sol exala, para que te sirva de tocheiro esta noite e te ilumine no caminho de Mântua. Assim, espera, não precisas partir tão cedo, fica ainda mais um cadinho comigo — pede ela suplicante.
Romeu volta para a cama e deita-se, abraçando-a e beijando-a em seguida.
— Ficar para mim é grande ventura; partir é dor. Oh, que importa? Que me prendam, que me matem! Serei feliz assim, se assim o quiseres... — beija-a de novo. — Direi que ainda não é o olho do dia que, indiscreto, devassa o leito do Amor, apenas o reflexo da alta Diana e que não foi a cotovia que cantou. Vem logo, morte dura! Julieta assim deseja! Não, não é dia...
Ambos continuaram a se abraçar e beijar. Julieta ri com as carícias de Romeu, porém, de repente e já desperta, exclama assustada, reconhecendo o tom insistente do pássaro que cantava.
— Oh, não! Era a cotovia! É ela sim! É dia! Foge!!!
Ela se levanta correndo, veste-se às pressas e pega as roupas de Romeu.
— É a maldita, que canta desafinada e rouca! Dizem que seu cantar é fonte de harmonia, mas para mim só ouço discordâncias, pois ora nos divide, obrigando-o a partir — chora ela, ajudando-o a vestir-se. — Romeu, depressa! A noite se abrevia e a luz aumenta a cada instante...
— Para mim, a luz é a escuridão apavorante! — fala ele vestindo-se.
A ama bate à porta.
— Julieta, já está amanhecendo! Romeu tem que partir!
— Oh, vai! — fala ela empurrando-o à sacada.
— Adeus! Adeus! Um beijo e desço logo!
—Pela janela entra o dia e para mim foge a vida! Meu senhor! — fala chorando. — Notícias tuas quero ter todas as horas...
—Não deixarei passar um só momento, sem contar-vos do meu tormento — promete ele acariciando-a e enxugando as lágrimas que caíam copiosas, no que ele também chorou. Pousou um beijo respeitoso na testa da esposa e desceu.
— Romeu! Pensas que ainda nos veremos?
— Não o duvides, querida! Todas estas horas nos servirão ainda, unicamente, para mais doces transformar nossos momentos.
— Oh, Deus do céu! Um coração tenho agourento! Vendo-te assim tão longe, parece que estás sem vida, dentro de um sepulcro! Vejo mal, ou estás de fato pálido?
— Podes crer-me, querida, de igual modo tu me pareces. Mas é a aflição sedenta que nos bebe todo o sangue, nada mais! Adeus!
Romeu infiltra-se entre os arbustos e sai, deixando Julieta a chorar sua partida.
— Por Deus, senhor! Demoraste! — reclama Baltazar. — Já estava aflito!
— Dê-me o manto e partamos!
— Espero que nenhum guarda nos surpreenda... — fala o criado preocupado.




continua...